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Presidente do Conselho de Execução Penal de Sete Lagoas, fala sobre a Audiência Pública de Unificação das Polícias Civil e Militar

A proposta de unificar as polícias civil e militar está sendo discutida em várias cidades polos do país, sob condução do deputado federal delegado Edson Moreira (PR-MG). Sete Lagoas entrou na rota e, a pedido do vereador Gilberto Doceiro (PMDB), a Câmara Municipal realizou na sexta-feira, 08, uma audiência pública para discutir o assunto com autoridades ligadas à Segurança Pública em Sete Lagoas.

Cristiano Martins - Presidente do CONCEPE - Conselho na Execução Penal de Sete Lagoas

Cristiano Martins, Presidente do Conselho de Execução Penal de Sete Lagoas.

O Presidente do CONCEPE – Conselho na Execução Penal de Sete Lagoas, Cristiano Martins Teixeira, foi convidado para compor a mesa de debates pelo Vereador de Sete Lagoas, Gilberto Doceiro e pelo Deputado Federal, Delegado Edson Moreira.

Cristiano comentou sua participação na Audiência Pública e falou sobre o CONCEPE, confira:

”Foi uma honra participar da Audiência Pública sobre a Unificação das Polícias Civil e Militar. Primeiro pelo fato de poder representar o CONCEPE e segundo por se tratar de uma temática extremamente importante para nossa cidade.

Aproveitei a oportunidade para apresentar o CONCEPE para os setelagoanos, fiz questão de registrar que o CONCEPE é um dos órgãos da Execução Penal e está previsto na LEP – Lei de Execução Penal.

O CONCEPE tem como atribuição legal inspecionar as unidades prisionais e realizar juntamente com a Vara de Execução Penal projetos visando a ressocialização dos encarcerados e combate a criminalidade. Desde a década de 90 tenta-se criar esse Conselho em Sete Lagoas e infelizmente, até então nunca vingou.

Tendo o CONCEPE, nesta nova gestão, se constituído a pouco mais de 7 meses e com o apoio dos setelagoanos e nossos Conselheiros, certamente dessa vez o Conselho na Execução Penal de Sete Lagoas veio para ficar.

Em Comarcas que esse Conselho atua, vários foram os avanços na sociedade, como: melhor estruturação nas unidades prisionais, investimentos nas policiais civil e militar, diminuição da criminalidade, diminuição dos reincidentes, entre outros.

Na oportunidade, também aproveitei para divulgar o site do CONCEPE – http://www.concepe.org.br”.

No vídeo abaixo, você poderá assistir a fala inicial do Presidente do CONCEPE – Cristiano Martins Teixeira, durante a Audiência Pública, assista:

No que diz respeito à temática: Unificação das policias civil e militar me posicionei a favor da unificação. Minha justificativa se baseou sobre os princípios organizacionais.

O crime cada vez mais vem deixando de ser desorganizado e passa a ser organizado.

Dentro de um modelo de Gestão Organizacional, existem a Gestão estratégica e planejamento, Gestão de marketing, Gestão de operações ou serviços, Capital intelectual, Gestão de finanças, Comunicação, dentre outras, não faz sentido as Polícias trabalharem com o mesmo proposito, ou seja, combate a criminalidade, mas com gestão e atuação em separado. Isso não é lógico!

Cristiano diz ainda que: ‘’se tivermos uma polícia única, é claro que fica mais fácil desenvolver a gestão organizacional, ou seja, planejar a longo prazo, melhorar a comunicação e troca de informações, melhorar o planejamento de curto e longo prazo ao combate da criminalidade e até mesmo desarticulação de organizações criminosas, dentre outros.

As organizações criminosas atualmente apresentam sofisticada gestão de planejamento e modus operandi. As policiais civil e militar também tem suas gestões, mas se unificarem, essa gestão poderá ser potencializada’’.

O Conselheiro do CONCEPE, Marcelo Inácio Rocha esteve presente na Audiência Pública e comentou:

Conselheiro -Marcelo Inácio Rocha - CONCEPE

Marcelo Inácio Rocha e o Deputado Delegado Edson Moreira

‘’Cientes e seres pensantes que tentamos ser, é de ser ver com bons olhos tal iniciativa, mesmo sabedores que essa unificação se concretizada poderá ser apenas a ponta do enorme iceberg, onde ainda reina um Código Penal com mais de 75 anos, onde todos os valores e anseios populares se modificaram brutamente, um Estado que não consegue primar por fazer cumprir mesmo esta legislação septuagenária, uma apuração de crimes e uma preventiva caótica, mesmo com todo esforço de seu minguado efetivo, onde muito além disso, ainda se tem uma gestão administrava que não analisa e nem copia, apenas tenta, por ser mais cômodo.

Muito embora, tenhamos que acreditar em algo, já q que tentamos oferecer nossa ínfima parcela para tão grande obra, sendo até confortante perceber que as autoridades responsáveis também se preocupam com os problemas que mais afligem a população nos dias atuais, que é a insegurança’’.